segunda-feira, 22 de junho de 2020

10 CURIOSIDADES SOBRE O CULTIVO E CONSUMO DA MANDIOCA

Mandioca

Aipim, macaxeira ou mandioca, não importa o nome, ela é consumida em todo o Brasil. Transformada em farinha ou apenas frita, não há quem resista a essa raiz. Nós separamos algumas curiosidades que você provavelmente não sabia sobre a mandioca. Veja abaixo.

 

A mandioca é uma raiz comestível do gênero Manihot e da família Euphorbiaceae (euforbiáceas). As plantas do gênero Manihot são originárias das Américas.

 

Acredita-se que a mandioca seja propriamente originária da Amazônia, de onde se disseminou para o restante do continente.

 

A mandioca é atualmente bastante consumida na África, sendo o alimento básico da população de alguns países.

 

O nome da mandioca varia de acordo com a região do Brasil. No Sudeste é conhecida como mandioca e no Sul, como aipim. Nas regiões Norte e Nordeste é chamada de macaxeira ou aipim. No Rio de Janeiro é também chamada de aipim.

 

A safra da mandioca ocorre entre os meses de janeiro a julho.

 

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais do produto, com 23 milhões de toneladas anuais.

 

Mandioca veio do termo tupi mãdi'og, que significa "casa de Mani" (Mani é uma deusa indígena que teria se transformado na mandioca). "Aipim" origina-se do tupi ai'pi'. "Macaxeira" veio do tupi maka'xera.

 

A farinha de mandioca já era preparada e consumida pelos índios brasileiros antes da descoberta da América. Os primeiros europeus que aqui chegaram se espantaram com a fartura de farinha.

 

A mandioca comum não é tóxica e pode, portanto, ser consumida sem maiores problemas. Mas existe uma variedade chamada mandioca-brava que, devido à qualidade do ácido cianídrico (uma substância venenosa presente nesse tipo de planta), pode até matar.

 

Você sabia que existe uma aguardente de mandioca chamada cauim? O curioso é que durante o preparo, os índios – que já consumiam a bebida quando os primeiros europeus aqui chegaram – cozinham, mastigam e cozinham novamente a mandioca para a fermentação. Quer dizer, eles utilizam a própria saliva para ajudar a fermentar o produto.

 

Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveram recentemente um filme plástico à base de amido de mandioca. Desenvolvido para guardar alimentos, o plástico é biodegradável e comestível.

 

18 CURIOSIDADES SOBRE A IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL

Navio Kasato Maru

Os 100 anos da imigração japonesa no Brasil foram comemorados com exposição e festivais, com a presença de integrantes da família real daquele país. Mas o que você sabe sobre a vinda de imigrantes do Japão para o Brasil? Qual a influência dos japoneses na cultura brasileira? Confira nas linhas a seguir alguns fatos interessantes e curiosidades sobre a imigração japonesa.

 

As primeiras 165 famílias chegaram no porto de Santos em 18 de junho de 1908, trazidas pelo navio Kasato Maru. A maior parte era constituída de camponeses vindos do norte e sul do Japão para trabalhar nas fazendas de café do interior paulista.

 

Os novos imigrantes foram distribuídos em seis fazendas, mas... a dificuldade de adaptação foi gigantesca. Tanto é verdade que dos 781 imigrantes que chegaram pelo Kasato Maru, apenas 192 permaneceram no Brasil.

 

Nos primeiros 10 anos da imigração vieram cerca de 15 mil imigrantes japoneses para cá. De 1918 a 1940, foram aproximadamente 160 mil nipônicos que vieram moram em terras brasileiras.

 

Era para a imigração japonesa ter começado em 1897 – quer dizer, 10 anos antes da chegada do Kasatu Maru. Ou seja, a viagem do primeiro navio com japoneses para trabalhar nas lavouras de café só não ocorreu naquele ano por causa das desvalorizações do preço do produto no mercado internacional (elas duraram até 1906).

 

O Ryojun Maru, segundo navio com imigrantes para trabalhar nas lavouras de café chegou aqui em 28 de junho de 1910.

 

A maioria dos recém-chegados nos anos seguintes ao Kasato Maru preferiu se estabelecer no estado de São Paulo, onde havia um núcleo de imigrantes japoneses. Alguns se estabeleceram no Paraná e outros na Amazônia.

 

Os estados com maior número de descendentes de japoneses são, pela ordem: São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

 

Os municípios com maior percentual de descendentes de japoneses são: Assaí (PR), Mogi das Cruzes (SP), Bastos (SP), Guatapará (SP) e Uraí (PR).

 

As primeiras gerações de japoneses sofreram bastante preconceito no Brasil, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial, quando o então presidente Getúlio Vargas proibiu o uso da língua japonesa e as manifestações culturais nipônicas no país.

 

Os japoneses trouxeram diversos alimentos que se incorporaram ao cardápio dos brasileiros, entre os quais o caqui, a uva-itália (que apesar de italiana, foi introduzida por japoneses), a maçã Fuji, a tangerina poncã e o morango.

 

Considerado um prato típico da culinária de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o sobá foi introduzido na região por imigrantes japoneses da ilha de Okinawa.

 

É difícil de acreditar, mas é mais fácil encontrar um restaurante que serve comida japonesa do que um que churrascarias em São Paulo. São 600 contra 500. Em tempo: a capital paulista consome em torno de 400 mil sushis por dia.

 

Entre as principais celebrações da comunidade japonesas da cidade de São Paulo, que reúne o maior número de imigrantes, estão a Festa das Cerejeiras, o Tanabata Matsuri (também conhecido como Festival das Estrelas) e o Moti Tsuki Matsuri (celebração de ano novo que ocorre em 31 de dezembro).

 

O primeiro descendente de japonês eleito para um cargo político em São Paulo foi Yukishige Tamura, que em 1948 se tornou vereador pela capital.

 

Descendentes de japoneses famosos: Tizuka Yamazaki (cineasta), Daniele Suzuki (atriz), Hugo Hoyama (atleta de tênis de mesa), Sabrina Sato (apresentadora), Manabu Mabe (artista plástico), Japinha (baterista da banda CPM 22), Carol Nakamura (dançarina e apresentadora), Issao Imamura (ilusionista), Leonardo Sakamoto (jornalista), Luiz Gushiken (político), Fernanda Takai (cantora), Tomie Ohtake (artista plástica), Celso Kamura (cabelereiro de personalidades), Shieko Aoki (empresária) e Bento Hinoto (guitarrista da banda Mamonas Assassinas).

 

O Brasil abriga atualmente uma população de 1,6 milhão de nikkeis (japoneses e seus descendentes). Em contrapartida, existem cerca de 300 mil brasileiros vivendo no Japão.

 

O Dia da Imigração Japonesa é comemorado em 18 de junho, data em que o navio Kasato Maru aportou no Brasil.

 

Fontes: Wikipédia, Sua Pesquisa, Superinteressante, Guia dos Curiosos.

 

 

domingo, 21 de junho de 2020

DESCUBRA 12 CURIOSIDADES E INFORMAÇÕES SOBRE O JAINISMO

Estátua jainista

Religião de origem indiana, o jainismo baseia-se em princípios como o respeito a todos os seres vivos, a não-violência e o desapego das coisas materiais. Assim como o hinduísmo, a religião jainista possui milhões de simpatizantes no Ocidente. Entre aqui e descubra algumas informações interessantes e curiosas sobre essa crença.

 

Os jainistas (ou jinistas) consideram que sua religião é mais antiga do que o hinduísmo, o que não é verdade. Segundo os historiadores, o jainismo foi fundado por Nataputra Vardhamana, ou Mahavira – “Grande Herói”, em sânscrito –, por volta do ano 500 antes de Cristo.

 

Para os jainistas, o carma é ao mesmo tempo processo e substância. Assim como o budismo e o hinduísmo, o jainismo crê no dualismo ação e reação (as ações produzem reações), com a diferença de que o carma se incorpora à alma como se fosse uma substância.

 

No entender dos jainistas, o universo é eterno e não foi criado por nenhum tipo de ser. Eles negam a existência de um demiurgo – o criador e mantenedor do universo.

 

Os jainistas não veem Mahavira como fundador da religião, que acreditam ser eterna. Mahavira seria apenas um tirthankara, um ser que conseguiu se libertar dos “ciclos de renascimento” e alcançar a perfeição espiritual.

 

Para os devotos do jainismo, existiram 24 tirthankaras. Mahavira seria apenas o último. Em seus cultos, os jainistas homenageiam os tirthankaras banhando suas estátuas com flores, arroz, mel e chá.

 

Os principais festivais jainistas são o Mastakabhisheka, o Kartik Purnima, o Mahavira Jayanti (celebração do nascimento de Mahavira) e o Divali (interpretação jainista do Festival das Luzes indiano).

 

Os jainistas representam uma minoria no oceano de crenças indiano. Eles não passam de 24 milhões (menos de 1% da população). Só para se ter uma ideia, o hinduísmo – religião predominante na Índia – possui mais de 800 milhões de seguidores.

 

Não há apenas uma vertente jainista. Como na maioria das religiões, existem vários ramos e subdivisões. Alguns, por exemplo, são absolutamente contra o culto de imagens.

 

Os jainistas respeitam todas as formas de vida. No entender deles, a vida é sagrada e não deve ser destruída. Tanto que, antes de ingerir o alimento, eles o examinam minuciosamente para evitar engolir algum inseto ou verme que porventura ali estejam.

 

Se você acha que os jainistas são “um tanto exagerados”, veja mais essa: muitos monges jainas mantém a parte inferior do rosto coberta (normalmente lenços ou uma espécie de “máscara cirúrgica”) para conservar a boca fechada e, assim, evitar engolir sem querer qualquer ser vivo que voe.

 

Se, em visita a Índia, você cruzar com uma pessoa de boca coberta varrendo o chão, não se espante. Os seguidores mais fervorosos do jainismo costumam varrer delicadamente o chão para tirar os seres viventes do caminho e, desse modo, evitar que sejam pisoteados e mortos.

 

Os monges jainistas – ou jainas – pregam o desapego das coisas materiais. Tanto que uma parcela desses devotos não usa vestimentas. Eles passam anos sem vestir qualquer tipo de roupa.

 

18 CURIOSIDADES E FATOS INACREDITÁVEIS SOBRE OS RINOCERONTES

Rinoceronte

Os rinocerontes são os maiores animais terrestres depois dos elefantes e hipopótamos. Infelizmente, são também os mais visados pela caça ilegal. Centenas de rinocerontes são mortos todos os anos para retirar o chifre. Confira algumas curiosidades sobre esse animal fantástico, bem como as consequências do contrabando dos seus chifres nos tópicos que nós preparamos para vocês.

 

Os rinocerontes são animais da ordem dos perissodáctilos. Os perissodáctilos são mamíferos ungulados com um número ímpar de dedos nas patas. O dedo médio é maior que os outros. O estômago é mais simples, apesar de serem herbívoros. São em grande parte animais adaptados para a corrida, como o cavalo.

 

Existem diversas espécies de rinocerontes, algumas com dois e outras com apenas um chifre. Elas estão distribuídas pela África e Ásia.

 

Embora sejam animais de hábitos solitários, os rinocerontes costumam formar pequenos núcleos.

 

A gestação dura 16 meses. Os filhotes nascem com 25 quilos e mamam até os dois anos de idade. Eles permanecem com a mãe até os cinco anos.

 

Quando um filhote é ameaçado por um predador, os rinocerontes adultos fazer um círculo em volta dele para protegê-lo.

 

Os rinocerontes possuem audição e olfato super desenvolvidos, mas visão um pouco precária. Para chegar perto de um animal desses sem ser atacado, só mesmo em absoluto silêncio e caminhando contra o vento.

 

Os machos de algumas espécies podem chegar aos 4 metros de comprimento e pesar até 3,5 toneladas. Apesar do tamanho, são animais bastante velozes.

 

Os chifres dos rinocerontes não são chifres, mas pelos queratinizados, que formam várias camadas uns sobre os outros e endurecem.

 

Acredite se quiser, mas os chifres do rinoceronte nunca param de crescer.

 

Considerados afrodisíacos e constituídos de poder medicinal na Ásia (dizem que cura até o câncer), os chifres dos rinocerontes são retirados e contrabandeados para diversos países daquele continente. Um quilo pode valer mais de 60 mil dólares no mercado negro.

 

A maioria dos rinocerontes está distribuída por apenas quatro países: África do Sul, Zimbabwe, Namíbia e Quênia. Devido à caça excessiva, eles praticamente desapareceram de Moçambique.

 

Apesar de todas as medidas de proteção na África, onde estão concentrados 80% dos rinocerontes, a caça ilegal cresceu assustadoramente nos últimos anos. Mais de 440 rinocerontes foram mortos em 2011, contra apenas 13 em 2007.

 

Algumas entidades estão contratando mercenários estrangeiros para combater os traficantes. Eles chegam a usar táticas de guerra para proteger os animais.

 

As espécies mais ameaçadas são o rinoceronte-de-Sumatra, com menos de 200 indivíduos sobreviventes, e o rinoceronte-de-Java, com apenas 50.

 

O maior mamífero terrestre que já existiu foi o indricoterium, um parente do rinoceronte. Fósseis encontrados na Ásia dão algumas pistas sobre o impressionante tamanho desse animal: 4,5 metros de altura e 15 toneladas de peso

 

Um dos mais exóticos parentes extintos do rinoceronte foi o rinoceronte lanudo. Eles eram extremamente peludos. Os pelos eram uma proteção contra o inverno rigoroso do hemisfério norte, seu habitat natural.

 

O mais curioso rinoceronte pré-histórico foi o elasmotherium. Extinto há aproximadamente 1,5 milhão de anos, ele era três vezes maior do que os seus parentes atuais e, acredite se quiser, tinha um chifre com 2 metros de comprimento.

 

A ganância humana parece não ter limites. Museus e instituições europeias que mantém rinocerontes empalhados costumam ser atacados por bandidos para roubar o chifre dos animais (isso mesmo que você acabou de ler: roubar chifre de animal empalhado).

 

Você sabia que existe um Dia Mundial do Rinoceronte? Pois ele existe e é comemorado em 22 de setembro. Foi criado pela organização WWF da África do Sul para chamar a atenção para a preservação da espécie.

 

Fontes: Wikipédia, Mil Bichos, National Geographic, R7, IG.

sábado, 20 de junho de 2020

15 CURIOSIDADES INTERESSANTES SOBRE A VIDA DE CLAUDE MONET

Obra de Claude Monet

Descubra nas linhas a seguir curiosidades sobre a vida e obra de um dos maiores gênios da arte do século XIX: Claude Monet. Você sabia, por exemplo, que a primeira exposição do grupo impressionista, que também incluía nomes como Renoir e Degas, foi motivo de zombaria e chacota? Confira.

 

O nome completo de Monet era Oscar-Claude Monet.

 

Monet nasceu em 14 de novembro de 1840, em Paris, e morreu em 5 de dezembro de 1926, em Giverny.

 

O pai, que era dono de uma modesta mercearia, desejava que o filho fosse comerciante e continuasse nos negócios da família.

 

O nome Impressionismo surgiu a partir da obra Impressão, Nascer do Sol (1872), de autoria de Monet.

 

Aliás, quando foi utilizado pela primeira vez por um crítico de arte, o termo Impressionismo tinha um caráter negativo e pejorativo. Ao se referir à obra Impressão, Nascer do Sol, ele disse que “um papel de parede é mais elaborado do que essa cena marinha”.

 

O quadro Impressão, Nascer do Sol – Impression du Soleil Levant, em francês – registra o amanhecer no porto de Havre, na Normandia, norte da França.


Foi Claude Monet, juntamente com os companheiros Auguste Renoir, Camille Pissarro e Paul Cézanne, quem organizou a primeira mostra de arte impressionista. Quem mais trabalhou para organizar essa primeira exposição foi Auguste Renoir, que era grande amigo de Monet. Amigos inseparáveis, Monet e Renoir chegavam a pintar juntos.

 

A primeira exposição coletiva do grupo impressionista foi motivo de chacota e zombaria da parte do público e da crítica.

 

O jovem Monet não gostava de ir à escola e tinha a mania de usar os cadernos para fazer desenhos.

 

Claude Monet já vendia seus desenhos e caricaturas (na qual era exímio) nas ruas aos 15 anos de idade.

 

Com a morte da mãe, Monet abandonou a escola. Na época, o pintor tinha apenas 16 anos.

 

Monet pintou nada menos que 50 telas com a catedral de Havres como tema. Destas, 18 retratam a catedral vista do mesmo ângulo.

 

Monet desviou um braço de rio para a sua propriedade em Giverny, que formou um pequeno lago. Como todo apaixonado pela jardinagem, ele cultivou diversos tipos de plantas, inclusive aquáticas. Mandou também construir uma ponte em estilo japonês em sua propriedade.

 

O jardim era dividido em duas partes: o Clos Normand, um jardim florido diante da residência; e o jardim aquático japonês, situado do lado oposto.

 

A propriedade de Giverny, onde o pintor viveu por 43 anos, pertence hoje a Academia de Belas Artes francesa, que a transformou em ponto de atração turística.


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18 CURIOSIDADES SOBRE A TRAJETÓRIA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Estátua de Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade é um dos principais representantes da poesia moderna brasileira. Mas é também um grande cronista. Veja nas linhas a seguir algumas curiosidades a seu respeito. Você sabia, por exemplo, que ele sabia imitar com perfeição a letra dos outros?

 

O contista, cronista e poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade mineira de Itabira em 1902 e morreu no Rio de Janeiro em 1987.

 

Apesar de ter se formado em farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais, nunca chegou a exercer a profissão.

 

O primeiro emprego de Drummond surgiu quando ele ainda era garoto, como caixa numa loja. Mais tarde, o poeta trabalhou como funcionário público, função exercida durante a maior parte da sua vida.

 

Fundou um periódico de vida breve – durou apenas três edições – chamado A Revista, que foi essencial para o desenvolvimento do Modernismo mineiro.

 

Foi editor e redator de quatro dos mais importantes jornais mineiros da sua época: Diário de Minas, Minas Gerais, O Estado de Minas e Diário da Tarde (detalhe: chegou a ser redator simultâneo desses três últimos).

 

Drummond trabalhou também no Imprensa Popular, um jornal de orientação comunista comando por Luís Carlos Prestes. Ficou pouco tempo por lá por discordar dos pontos de vista da publicação.

 

Publicou a sua primeira obra poética, Alguma Poesia (1930), quando tinha 28 anos de idade. O livro teve apenas 500 exemplares, pagos pelo próprio Drummond.

 

Drummond era um excelente tradutor. Além de obras de Balzac, Proust, Garcia Lorca e outros autores, traduzia músicas dos Beatles. As traduções das letras do The White Album, do grupo britânico, foram publicadas na revista Realidade (uma antiga publicação da editora Abril).

 

Gostava de escrever cartas e chegou a trocar uma intensa correspondência com Mário de Andrade, um dos intelectuais que mais o influenciaram.

 

Costumava assinar "Carlos", "Drummond" ou "Carlos Drummond" no final das suas cartas. Jamais assinava o nome completo.

 

Arquivava todas as cartas que recebia com anotações com as respostas que enviava. Aliás, o seu arquivo de cartas possuía o nome de 1812 correspondentes, o que faz dele o maior do país.

 

Drummond imitava com perfeição a assinatura dos outros. Para poupar-se de mais trabalho, falsificava a assinatura do chefe da repartição pública em que trabalhava. Tinha também a mania de picotar papel e tecido. "Se não fizer isso, saio matando gente pela rua", dizia.

 

Gostava de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim e outros músicos brasileiros, mas deu sinais de que era um grande fã de Chico Buarque. "Gosto de Chico Buarque, nem é preciso dizer, com quem me sinto identificado", disse certa vez em uma entrevista.

 

Drummond faleceu em virtude de um ataque cardíaco 12 dias após a morte de sua filha Maria Julieta, que foi vítima de câncer.

 

Seu último livro de poesia chama-se Farewell, que em português têm o sentido de "despedida", "adeus".

 

Teve a sua efígie impressa na nota de NCz$ 50,00 (cinquenta cruzados novos), que circulou entre os anos de 1988 e 1990.

 

Uma estátua em sua homenagem foi deixada na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde gostava de caminhar. O problema é que os óculos desse monumento são roubados com frequência, dando prejuízo para a prefeitura da cidade.

 

Itabira têm muito orgulho de ser a terra onde nasceu Drummond. Tanto que existem monumentos, institutos voltados para a cultura e nomes de ruas em sua homenagem na cidade.

 

Fontes: Wikipédia, Brasil Escola, Educar para Crescer, Folha de S. Paulo.


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16 CURIOSIDADES SOBRE O MARANHÃO, SUA GEOGRAFIA E SUA POPULAÇÃO

Bandeira do Maranhão

Percorra as próximas linhas e descubra uma lista de curiosidades muito interessantes sobre o estado do Maranhão e sua capital, São Luiz. Saiba mais sobre a geografia e população desse importante estado da região Nordeste.

 

Não existe um consenso sobre a origem do nome Maranhão. Uma das hipóteses afirma ter ele surgido do termo "mar que corre", da língua tupi.

 

O Maranhão é o segundo maior estado do Nordeste, atrás somente da Bahia.

 

A capital e cidade mais populosa do Maranhão é São Luís. Um em cada sete habitantes do estado vive em sua região metropolitana.

 

As cidades maranhenses mais populosas são, pela ordem: São Luís, Imperatriz, São José de Ribamar, Caxias e Timon.

 

São Luís é a única capital do Brasil fundada por franceses. Ela recebeu esse nome em homenagem ao rei francês Luís XIII.

 

O estado possui a segunda pior expectativa de vida do Brasil. Possui também um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do país.

 

O Maranhão possui quase todos os biomas do Brasil. Existe em seu território regiões típicas da caatinga, cerrado e floresta equatorial (diga-se, floresta amazônica).

 

Com um litoral quase intocado, o Maranhão possui uma imensa quantidade de ilhas, estuários, penínsulas e manguezais. Um dos seus maiores patrimônios turísticos é a região de dunas dos Lençóis Maranhenses.

 

Uma curiosidade muito interessante: o litoral do Maranhão possui a maior quantidade de ilhas do litoral brasileiro. São Luís, a própria capital maranhense, está numa ilha.

 

O Brasil possui duas bases de lançamento de foguetes: a Barreira do Inferno, no estado do Rio Grande do Norte, e o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.  É em Alcântara que o país vem testando o VLS (Veículo Lançador de Satélite), um modelo das futuras missões de lançamentos de satélites.

 

A cidade de Imperatriz recebeu esse nome em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II.

 

São Luís possui ao lado de cidades como a baiana Salvador, um importante patrimônio histórico. Os casarões em estilo colonial tornam o Centro Histórico local um dos principais pontos de atração turística do estado.

 

Três das principais regiões de dunas do Brasil ficam a poucos quilômetros umas das outras. Elas podem ser percorridas de carro em poucos dias. São elas: Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA), Delta do Parnaíba (PI) e Parque Nacional de Jericoacoara (CE).

 

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses está distribuído entre os municípios de Santo Amaro do Maranhão, Barreirinhas e Primeira Cruz. 

 

Dados divulgados recentemente pelo IBGE aponta 32 municípios do Maranhão entre os 50 mais pobres do Brasil. A pesquisa apontou a cidade maranhense de Belágua como a mais pobre do país, com uma renda domiciliar per capita de apenas R$146,70.

 

Um estudo da ONG de origem mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal, revelado em janeiro de 2015, apontou 19 cidades brasileiras entre as mais violentas do mundo. Três cidades do Nordeste encabeçavam na época a lista das mais violentas do Brasil. São elas, pela ordem: Maceió (AL), João Pessoa (PB) e São Luís (MA).

 

Fontes: Wikipédia, Mundo Educação, Severino Neto, G1, R7.